
No oco da árvore azul
fiz minha morada.
Destino fantástico,
longínquo, improvável.
Abria a porta
para receber visitas,
mas não estava em casa.
Abri-a tantas vezes,
cheia de esperança,
mas não me receberam,
não me recebi.
Percebi que precisava me convidar mais vezes
e voltar mais vezes
e abrir mais portas
até habitar o oco
até me sentir em casa
até ser o azul.
•••
Poema inspirado na imagem, que foi criada numa oficina guiada por Alys Scott Hawkins na John Hansard Gallery